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A vontade de comer pão quentinho virou um negócio que faturou R$ 1,5 milhão

Carolina Prado e Simone Cunha
Universa – UOL

Letícia Pontes Nascimento, 32 anos, formou-se engenheira agrônoma e trabalhou nessa área por seis anos. Natural de Sete Lagoas, Minas Gerais, tinha uma carreira promissora, porém, não se sentia completa. Um bom cargo e um salário compatível não garantiam a realização profissional que almejava. “Eu me especializei em uma área que não era para mim, sempre quis empreender, só não sabia em quê”, conta.

A saída do emprego fixo bagunçou o orçamento familiar. Foi uma fase de restrições. “É o peso da escolha consciente de se abrir mão de uma renda mensal”, diz. Foram dois anos em uma busca incessante de negócios promissores. Ela não sabia exatamente o que queria fazer, mas tinha vontade de investir na área de alimentação. Por isso, sua primeira tentativa foi vender pão de queijo na porta da escola da filha.”Mas ainda não me sentia apaixonada por essa ideia”, lembra.

A mineira mudou-se, então, para Sorocaba (interior de São Paulo), onde fazia suas pesquisas de mercado e, em paralelo, mantinha sua rotina de dona de casa e mãe. E, para facilitar seu dia a dia, ia ao supermercado uma vez por semana para comprar tudo o que precisava.

“Com bebê, dá trabalho ir às compras sempre que falta alguma coisa, mas acabei travando uma guerra com o pão de forma. Não aguentava mais comer aquilo. Queria muito um pãozinho fresco de vez em quando, para beber com café recém-coado”, diz. Algo simples, mas que para muitas mulheres com filho pequeno em casa pode ser uma tremenda dificuldade. Ela se lembra do dia em colocou a pequena no bebê conforto para ir à padaria mais próxima. Aguentou a choradeira da criança, irrequieta durante o trajeto, porém, quando chegou ao seu destino, a filha já havia dormido.

Foi nesse momento que Letícia decidiu a que se dedicaria: a um negócio que tornasse mais prática a compra do item, para as mães e para todos os que quisessem mais agilidade nessa tarefa. Daí nascia a ideia de investir em um modelo de padaria drive-thru.

Para transformar o sonho em realidade, ela investiu cerca de R$ 400 mil. “Tive que refinanciar meu imóvel, vender carro, recorrer a empréstimos. Afinal, sem sacrifício, fica difícil concretizar nossas ideias”, afirma.

No próximo mês de abril, a Santa Janela, como ela batizou sua marca, completa três anos de existência. No ano passado, o faturamento chegou a R$ 1,5 milhão e, neste ano, a expectativa é expandir a marca por meio de franquias.

Mas Letícia não quer apostar em um negócio em grande escala. Ela quer encontrar os locais e as pessoas certas para darem continuidade ao seu projeto, em cidades do interior paulista e em Minas Gerais. “Será uma avaliação minuciosa, por isso, a expectativa é de que, até o final do ano, a marca tenha mais duas ou três unidades”, diz.

Atualmente, o valor médio para adquirir uma franquia da Santa Janela é de R$ 500 mil, com todos os valores inclusos: construção/obra, equipamentos, taxa de franquia, estoque inicial e capital de giro.

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