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Cash & Carries consolidam tendência no Brasil; resultado do Carrefour expressa o movimento

O nome ainda é estranho para o Brasileiro a expressão de origem inglesa – Cash and Carry (também conhecido como atacado de autoserviço ou ainda atacarejo, este último com alguma conotação perjorativa) designa um sistema comercial de livre serviço proporcionado por um grossista para abastecimento pelos retalhistas. Este modelo tem especiais vantagens para os pequenos comerciantes, empresas da área da restauração e grupos profissionais que isoladamente têm pouco poder negocial junto dos fabricantes e dos distribuidores.

O princípio do Cash and Carry é que seja o próprio cliente a escolher o produto diretamente nas prateleiras, comprando-o e levando-o. Assim evitam os custos com vendedores, com transportes e com outros tipos de serviços. Por outro lado, o mix de produtos é geralmente menor do que nos grossistas tradicionais e estes são vendidos em embalagens institucionais e packs de grande dimensão o que permite a prática de preços mais baixos.

O conceito de Cash and Carry foi apresentado na Alemanha há mais de 40 anos pelo Professor Dr. Otto Beisheim, que em 1964 abriu o primeiro estabelecimento deste tipo na cidade de Mülheim (Ruhr). Com adaptações se mantém como uma solução inovadora para o varejo, ainda hoje.

Vendas consolidadas do Carrefour Brasil crescem 9,9% no 1º trimestre

O Carrefour Brasil apurou um crescimento das vendas consolidadas no primeiro trimestre deste ano de 9,9% em comparação ao mesmo período do ano passado, para R$ 14,2 bilhões. Segundo a empresa, o resultado consolidado foi impulsionado pelo sólido desempenho do formato cash & carry e divisões de varejo, mesmo com efeito-calendário desfavorável da Páscoa.

As operações do Atacadão registram uma expansão das vendas totais de 13,6%, para R$ 9,5 bilhões. As vendas no conceito mesmas lojas cresceram 6,8%, impulsionadas pelo avanço do tíquete médio e dos melhores preços das commodities.

O Carrefour Varejo apresentou uma expansão de 6,1% das vendas mesmas lojas. Considerando as operações de marketplace, as vendas avançaram 8,1%, por conta das melhores iniciativas comerciais e omnicanal, forte desempenho do e-commerce e das vendas de não-alimentos nos hipermercados.