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Grupo Pão de Açúcar e Raia Drogasil criam empresa de fidelidade

A iniciativa mira um mercado ainda não explorado no País, o de resgate “micro” – ou seja, a troca de pontos por produtos ou descontos nos supermercados e farmácias, partindo de valores baixos

GPA (Grupo Pão de Açúcar) e a Raia Drogasil (RD) criaram uma nova empresa, a Stix Fidelidade, que vai oferecer aos consumidores o acúmulo e resgate de pontos no varejo. A iniciativa mira um mercado ainda não explorado no País, o de resgate “micro” – ou seja, a troca de pontos por produtos ou descontos nos supermercados e farmácias, partindo de valores baixos.

Para as empresas, o serviço vai atender consumidores que tinham apenas a opção de programas que demandam gastos elevados no cartão de crédito para troca por itens que também têm preços altos, como passagens aéreas ou diárias de hotéis. O modelo da Stix foi inspirado nos programas FlyBus (Austrália) e a PayBack (Alemanha), ambos voltados ao giro rápido do varejo.

O presidente do GPA, Peter Estermann, disse que a Stix será o maior programa de fidelidade do varejo brasileiro, reunindo mais de 3 mil lojas e 55 milhões de clientes. GPA e RD terão 66,7% e 33,3% do negócio – os porcentuais correspondem à quantidade de pontos que cada uma se comprometeu a comprar e inserir na rede. O valor do investimento não foi revelado. A operação aguarda aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A previsão é de que as atividades comecem no segundo semestre de 2020.

A partir daí, consumidores que fizerem compras nas lojas Pão de Açúcar, Extra, Drogasil e Droga Raia vão acumular pontos, chamados Stix, em uma conta única. Cada ponto valerá R$ 1, que poderá convertido em compras. A nova empresa também terá o Itaú como parceiro. Assim, os pontos acumulados nos cartões de crédito do banco poderão migrar para o novo programa. Como o acordo prevê exclusividade, o GPA vai sair da Livelo, rede de fidelidade do Bradesco.

O vice-presidente do conselho de administração do GPA, Ronaldo Iabrudi, acrescentou que o Stix Fidelidade vai buscar outros parceiros, como postos de combustíveis, operadoras de telefonia e, principalmente, redes varejistas.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.