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Pensando em franquear seu negócio?

Sem dúvida o franchising é um dos melhores caminhos para acelerar o desenvolvimento do seu negócio, fortalecendo sua marca, diminuindo a necessidade de capital próprio, acelerando a expansão, obtendo ganhos de escala junto a fornecedores, criando maiores dificuldades para os concorrentes, aumentando o faturamento e mantendo controle. Contudo alguns aspectos devem ser observados para iniciar essa empreitada. O franchising certamente diminui os riscos do negócio, mas não os elimina.

Tenha em mente que uma rede de franquias não irá diminuir seu trabalho e apenas te fazer ganhar muito dinheiro bem rapidamente. Também não use o franchising para se livrar de operações com baixo potencial ou diminuir o risco em operações duvidosas e não testadas.

Em um processo de formatação de uma franqueadora o primeiro passo é o estudo da franqueabilidade. Você compreende totalmente o próprio negócio? Ele tem potencial para ser franqueado? Algo sempre deve e pode ser ajustado para tornar o negócio ainda mais atraente. Franquear parte da transferência do “know-how” e do direito de uso da marca, mas também leva em conta o conceito da empresa, seus diferenciais, sua imagem, concorrência, padrões e sistemas, riscos e potencial de crescimento, além da viabilidade financeira da operação, acessibilidade e expansibilidade.

O passo seguinte é o da construção de um plano de negócios específico para o franchising e antes disso faça algumas reflexões. Você possui outros negócios que concorram pelos mesmos clientes, consumidores e investidores?
E quanto à concorrência? Se for demasiada, pode dificultar a atratividade do negócio, se for inexistente a percepção do risco pode ser maior para o investidor.

O negócio franqueado deve gerar um retorno interessante para o investidor, com análises corretas do “payback” e do “ROI”. Devem ser considerados os ganhos projetados com a rede, sempre para manter um crescimento sustentável, como royalties, taxas de franquia (com cuidado! Franqueadora que visa apenas taxa de franquia não sobrevive), rebates, venda de produtos, economia de escala e redução de custos. Depois devem ser confrontados com os custos de servir a rede como seleção, implantação, relacionamento, suporte e desenvolvimento contínuo.

A franquia depende de padrões, nada de surpresas, por isso é importante ter processos bem definidos em caráter operacional, arquitetônico e comportamental e tudo deve ser cumprido continuamente. No planejamento da franquia devem ser observados os processos que deverão ser realizados pela franqueadora, pelo franqueado, suas interfaces e qual será a estrutura necessária para operar uma franquia. A escolha correta dos candidatos é fundamental, por isso, não erre quando traçar o perfil desejado.

Outra etapa da formatação de uma franquia é a construção dos instrumentos jurídicos que atendam não apenas à “Lei de Franquias”, mas também ao planejamento feito nas etapas anteriores quanto à estrutura contratual a ser utilizada e os principais requisitos que deverão dar segurança para as partes. Deverão ser redigidos a COF (Circular de Oferta de Franquia), o contrato (feito com a pessoa jurídica) e se necessário, o pré- -contrato (feito com a pessoa física), observando o caráter personalíssimo do franchising.


A construção dos manuais e do treinamento encerra o ciclo da formatação, mas nem por isso é a tarefa mais fácil, pelo contrário, devem ser úteis de fato para garantir que o negócio seja replicado pelo novo franqueado, trabalhando em rede, como se fosse o próprio franqueador.
Criar uma rede de franquias é um procedimento bem mais complexo do que aparenta e a falta de percepção ou falha em qualquer processo pode ser fatal para o resultado. O interessado deve sempre pesquisar as entidades do setor e procurar ajuda de consultorias especializadas na formatação que atuem em toda formatação e nunca se contentar com quem possa atendê-lo em apenas algumas etapas.

Jefferson Ramirez é consultor em franchising e diretor da US Franchising. Administrador, com especialização em marketing de varejo pela FGV, atuou como executivo em franqueadoras nacionais e internacionais. Estrategista responsável pela construção de mais de 40 redes no Brasil. Liderou equipes vencedoras proporcionando a comercialização de mais de 1.000 franquias no Brasil e no exterior.